TDMA to CDMA2000 White Paper |
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GSM ou CDMA: Os Desafios Comerciais e Tecnológicos
para as Operadoras de TDMA Junho de 2001
5 Resumo e Conclusões Este white paper fornece uma visão geral sobre as opções oferecidas às operadoras de TDMA/IS-136, quando escolhem uma via de migração para a terceira geração (3G) da tecnologia, abordando as várias questões envolvidas nessa escolha. Ele compara, especificamente, as tecnologias GSM e cdmaOne/CDMA2000 1X como alternativas de migração. Ele deve ser especialmente útil na identificação dos desafios de implementação que possam obstruir a via de migração. Ao identificar tais desafios, as operadoras podem ser mais cuidadosas quanto às armadilhas da transição e questionar seus fornecedores com mais fundamento sobre os meios viáveis de evitar essas armadilhas e implementar alternativas realmente econômicas. Alertamos aqui as operadoras (e os fornecedores) para que não dirijam seu foco às elevadas taxas de dados. Como enfatiza a empresa SK Telecom, a questão não reside em taxas elevadas de dados, mas em taxas rentáveis de dados. Essas taxas pode estar situadas na faixa de 30 a 50 kbps num período de curto a médio prazo. Nesse contexto, a escolha de uma tecnologia pelas operadoras ou a promoção da mesma pelos fornecedores com base apenas em velocidade torna-se uma atitude auto-destrutiva. Mencionamos os grandes desafios de engenharia inerentes à implementação da tecnologia EDGE e que, devido a esses desafios, há uma possibilidade de que essa tecnologia talvez jamais chegue a ser explorada comercialmente. Ou, caso chegue realmente a ser comercializada, apontamos a probabilidade de ser omitida por algumas operadoras de GSM, em prol da migração direta para o UMTS. Descrevemos e documentamos a "lacuna de realidade" histórica entre a época em que os fornecedores prometem oferecer seus telefones e a época em que estes são realmente oferecidos. Aliado à complexidade e ao custo dos telefones bimodais, esse fato virtualmente garante atrasos de lançamento e preços elevados quando os aparelhos finalmente chegam ao mercado. A natureza bimodal desses telefones impede o desenvolvimento de uma economia de escala, que seria viável no caso de aparelhos de modo único. Isto vale tanto para os telefones TDMA-GSM 800 como para os TDMA-CDMA, caso sejam produzidos. Em contraste com essa situação, os aparelhos CDMA2000 1X de modo único já estão disponíveis, sendo oferecidos a preços baixos e com tendência a diminuir ainda mais. Os telefones GSM de modo único também estarão disponíveis a preços reduzidos, quando e se forem produzidos. Reiteramos, como um ponto importante, que o espectro da tecnologia UMTS não foi licenciado nas Américas. Isto significa que as operadoras de TDMA/IS-136 que optarem pelo GSM não irão dispor de uma via de migração previsível para a 3G. Em contraste, a tecnologia CDMA2000 1X está se tornando disponível, está viabilizando serviços 3G no espectro atual e está proporcionando aumentos de capacidade de 50 por cento ou mais. Observamos que a AT&T, que precipitou o movimento das operadoras de TDMA/IS-136 em direção ao GSM, pode se tornar um caso especial. Ao contrário da Cingular, a maior rival da empresa em sistemas TDMA, a AT&T detém espectros na faixa de 1900 MHz em 9 dos 12 maiores mercados. A Cingular, por sua vez, detém espectros de 1900 MHz em apenas quatro mercados. Isto irá permitir que a AT&T faça a migração utilizando a tecnologia GSM 1900. Com sua pequena fatia no espectro de 1900 MHz, a Cingular está bem mais limitada. Chamamos a atenção para os recursos necessários para se implementar o GSM em uma rede TDMA/IS-136. Além do desafio de desenvolver telefones TDMA-GSM bimodais, surgiram dois fatores pouco discutidos.
Não se deve desprezar a questão de adotar ou não os telefones bimodais. Pode-se utilizar um bom argumento para omitir a etapa representada por esses telefones e utilizar apenas os aparelhos CDMA2000 1X ou GSM 800 "puros". Isto irá evitar muitas questões sobre a integração de redes, embora não todas. Ao construir uma rede pura, as operadoras poderão investir em infra-estrutura, ao invés de subsidiar telefones para os usuários. Ao longo de nossa análise, voltamos aos temas de custos e lucros - ou relevância "comercial", como costumamos denominar essa questão. Com relação aos custos e lucros, há o tema de manter o usuário final satisfeito durante toda a fase de transição. De fato, usuários insatisfeitos geram o fenômeno do "churn"(desistência do serviço). Além de terem se mostrado humilhações bastante caras, as promessas não cumpridas das tecnologias WAP e GPRS alienaram os usuários finais em detrimento das operadoras. Indicamos, em termos gerais, os possíveis desafios que as operadoras de TDMA/IS-136 poderão enfrentar na implementação da tecnologia GSM e as possíveis vantagens oferecidas pela tecnologia cdmaOne. Com base nessas prováveis vantagens, sugerimos que as operadoras de TDMA devam talvez considerar a tecnologia cdmaOne/CDMA2000 1X como via de migração. De acordo com circunstâncias específicas, é provável que a tecnologia CDMA200 1X seja a melhor via para algumas operadoras de TDMA/IS-136. Isto deverá se mostrar válido para as que licenciaram principalmente o espectro de 800 MHz. Outras, porém, talvez optem pela tecnologia GSM, especialmente as que licenciaram com prioridade o espectro de 1900 MHz. Em suma, não estamos endossando a CDMA2000 1X como tecnologia de transição da TDMA/IS-136 para a 3G. Estamos afirmando, isto sim, que ela parece oferecer opções promissoras, que algumas operadoras de TDMA talvez considerem dignas de atenção.
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