CDMA Technology
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Em Direção a uma Revolução da Comunicação Sem Fio Observações

Toward A Wireless Revolution

Columnist:
Reed Hundt

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Bem-vindos, soldados, à revolução das comunicações. Não é um grande momento? Estamos no exato instante do nascimento do maior período de criação de riquezas na história humana. Nos próximos dez anos, se conseguirmos evitar o que os engenheiros chamam de erro humano, a revolução das comunicações irá adicionar um trilhão de dólares à economia mundial.

Sim! Isto tudo.

Se conseguirmos adotar as políticas corretas, a revolução das comunicações trará o aprendizado para o ignorante, a saúde para quem está doente, cuidados para os necessitados, riqueza para o mundo.

Eu nasci apenas três anos depois da conclusão de nosso experimento humano de auto-destruição: a segunda guerra mundial. Naquele ano, foi inventado o transistor e a revolução das comunicações começou. Ninguém sabia naquela época que esta seria na verdade a terceira revolução industrial.

Nós podemos agora ver a forma de todas as três. A primeira foi a era do vapor e dos motores. Esta revolução começou na Inglaterra há dois séculos, e nos trouxe o capitalismo, as corporações, a vida urbana, e o início das disparidades realmente grandes entre aqueles que têm e os que não têm nada.

A segunda revolução industrial foi a época que se passou entre a invenção do telégrafo e a do transistor, de 1830 até o ano do meu nascimento, 1948. Nos deu impérios, corporações multinacionais, guerra em escala global, vida nas fábricas, a invenção dos bens de produção, e os verdadeiros príncipes da modernidade: os consumidores. E as disparidades entre os que têm e os que nada têm ganharam uma escala ainda maior.

Agora estamos na curva ascendente em direção ao zênite da terceira revolução industrial. Esta revolução é impulsionada por diversas evoluções:

  • do analógico para o digital, das formas de imitar a voz, a audição e o pensamento humanos para formas de estender todos os sentidos infinitamente,
  • das commodities para os produtos especializados,
  • dos mandatos governamentais para as soluções criadas pelo mercado,
  • da economia mal compreendida imposta de cima para baixo para a economia empreendedora aplicada na prática.

O sinal, símbolo, e resultado mais importante da terceira revolução industrial, é claro, é aquela entidade mágica, ingovernável, e que está mudando o mundo, chamada Internet.

Nesta terceira revolução industrial, e em sua manifestação especial representada pelo aperfeiçoamento da terceira geração do CDMA, nós veremos a Internet chegar a todos os bilhões de habitantes de nosso pequeno planeta a não ser que os governos ponham tudo a perder. Nesta terceira revolução industrial impulsionada pela Internet, nós veremos a criação, para todos os povos do mundo, uma nova possibilidade de compreensão mútua e reforço dos princípios básicos da liberdade, governo pessoal, e a concretização de oportunidades para a criação de riqueza e harmonia a não ser que os governos ponham tudo a perder.

Se os governos não nos levarem pelo caminho errado, a indústria da comunicação sem fio conseguirá envolver o mundo em uma grande "espinha dorsal de inteligência."

Esta foi a frase e a visão de Nathaniel Hawthorne, o Grande Escritor Americano, quando da invenção do telégrafo. Aquele dispositivo permitiu a segunda revolução industrial; mas, a um preço médio de um dólar por palavra, era pouco adequado para o consumidor comum.

Por um preço equivalente a uma fração de centavo por palavra, a indústria da comunicação sem fio transformará a visão de Hawthorne em realidade. Bilhões de pessoas que nunca experimentaram qualquer um dos benefícios da revolução das comunicações irão aderir à comunidade mundial. Este será nosso destino global, a não ser que os governos falhem na criação das estruturas corretas para que as tecnologias se desenvolvam.

Sabemos que os governos muitas vezes agem orientados por metas nacionais de curto prazo, que sucumbem a uma relutância crônica a mudanças, que são paralisados pelo medo dos efeitos desconhecidos da tecnologia. Quando os governos não dão as boas-vindas ao futuro, e tentam sustentar o passado, eles põem tudo a perder quando são confrontados com novas tecnologias.

A história deste século nos mostra de forma acabada que devemos abraçar avidamente o futuro. É o passado do século XX que nunca mais devemos atravessar. Na verdade, nós escapamos deste século terrível por um triz. Conforme os eventos ocorridos ainda neste mês na Índia e no Paquistão nos fazem lembrar, o mundo aprendeu, e não deve esquecer, como pode se destruir totalmente em um único clarão. Mais de 200 milhões de pessoas morreram em guerras; e outros 200 milhões foram vítimas de pragas disseminadas pelo comércio global.

Nós temos uma dívida com a próxima geração, de entrar no século XXI mostrando gratidão para com nossos diferentes deuses e estrelas-guia. E temos uma dívida com a próxima geração de produzir uma sociedade global, fundada nos princípios duradouros da paz e do crescimento econômico, da oportunidade universal, e da liberdade universal de expressão e criação. Não há indústria mais importante para a reflexão, a ação, e a obtenção de benefícios relativamente a estas metas do que a indústria da comunicação sem fio. Não há história mais importante, inspiradora e crucial em toda a história das comunicações, do que a história da tecnologia que, ao redor do mundo todo, nos trouxe para mais perto uns dos outros. Code Division Multiple Access (Acesso Múltiplo por Divisão de Código).

Deixem-me contar-lhes um segredo; não espalhem para fora desta conferência; nós deveríamos ter escolhido um outro nome. CDMA é tão difícil de pronunciar. Um nome melhor seria...Windows.

E cdmaOne não ajuda muito. E wideband cdmaOne, uma clara tentativa de harmonização, simplesmente não é musical. Ao invés de wideband cdmaOne, eu acho melhor escolher um outro nome. Minha sugestão é: Michael Jordan. Se esta tecnologia fosse chamada Michael, com certeza a marca seria muito mais lembrada do que Coca-Cola.

O Michael Jordan é uma imagem positiva para o mundo, e com certeza para os Estados Unidos. Eu peço que, enquanto estiver falando do meu país para vocês, se focalizem nele, ao invés de, por exemplo, nosso time de futebol que está na copa do mundo.

Que se pode dizer sobre os Estados Unidos: o nosso país tem a presunção tal de mudar o nome do futebol para "soccer", e decidir que todas as crianças de até 12 anos devem jogá-lo, e que nenhum adulto deve entender qualquer coisa do jogo.

Prefiro falar sobre a nossa economia. O crescimento econômico que temos nos Estados Unidos é um grande alívio para aqueles que se lembram do pessimismo e da pobreza de idéias e de espírito que marcaram o país há apenas alguns anos. Nós temos este crescimento tremendo agora por diversas razões que, por sorte, se combinaram no mesmo momento da história.

Um Presidente Democrata moderado e um senado moderado nos Estados Unidos que equilibraram o orçamento, permitindo taxas de juros baixas. Mobilidade e fluidez na força de trabalho levaram a um imenso nxugamento nas grandes corporações, que foi mais do que contrabalançado por um número maciço de contratações em pequenos negócios. Os ganhos de produtividade mataram a inflação, mesmo quando o crescimento ultrapassou todas as expectativas.

Eu me lembro de ter encontrado o então presidente-eleito Clinton em Little Rock, no Estado de Arkansas, no inverno de 1992.

Todos os conselheiros lhe diziam que, para fazer a economia andar de novo ele teria que efetuar um enorme aumento dos impostos, ou então um corte tremendo na previdência e no seguro social. Ele disse que daria alguns passos, mas que, fundamentalmente, nós teríamos que sair dos problemas de orçamento através do crescimento. Ele estava certo; os conselheiros estavam todos errados.

A principal razão pela qual nós atingimos um crescimento tamanho mais de 13 milhões de novos empregos nos últimos cinco anos é a revolução das comunicações.

Mais de 20 bilhões de dólares foram investidos em novas companhias telefônicas competitivas apenas nos dois últimos anos: Allegiance Telcom, Northpoint Communications, Level 3, Qwest, Rhythymnet, mais de 100 empreendimentos diferentes.

Mais de 50 bilhões de dólares serão gastos de 1993 a 2003 em novos empreendimentos de comunicação sem fio devido aos nossos leilões de freqüências do espectro eletromagnético. Eu tenho orgulho de ser o leiloeiro mais bem sucedido da história. Levantei 13 bilhões de dólares em dinheiro; ah, se apenas eu pudesse ter ficado com um ou dois por cento. Mas o que realmente importa é o seguinte: os leilões criam inevitavelmente um investimento maciço e imediato, porque as companhias certas compram as licenças, e, já que pagaram por elas, investem rapidamente para recuperar o dinheiro.

Todos estes novos investimentos estão baixando os preços e levando as comunicações em quantidades maciças para mais pessoas do que jamais aconteceu. Os dois países onde mais cresce o número de linhas são a China e os Estados Unidos. A China está instalando o equivalente a uma companhia Bell por ano. Mas, nos Estados Unidos, o crescimento é impulsionado pelos dados: pelos bits: por fax, Internet, trabalho em casa, e pela individualização da comunicação: pelo menos um número telefônico específico para cada pessoa parece ser agora um direito constitucional. Mais de um quarto de todas as residências na Califórnia já possuem duas ou mais linhas telefônicas. crescimento das linhas de alta velocidade é de aproximadamente 30 por cento ao ano. O crescimento da comunicação sem fio continua a uma taxa impressionante: Os Estados Unidos adicionaram mais de 11 milhões de novos assinantes de serviços de comunicação sem fio no ano passado, e a curva de crescimento é exponencial; O rendimento das operadoras subiu 16,3%; O nível de emprego nas operadoras subiu 30%; O investimento cumulativo de capital em equipamentos e infra-estrutura subiu 41% para mais de 46 bilhões de dólares; Tudo isto é impulsionado pela competição. Os preços estão caindo. A penetração está aumentando. A taxa de utilização está crescendo, e mesmo assim a conta telefônica média dos clientes diminuiu em quase cinco dólares em 1997.

O futuro da comunicação sem fio nos Estados Unidos é tão brilhante quanto o passado foi horrível. O fato é que, até bem recentemente, os Estados Unidos possuía o pior sistema de comunicação sem fio de qualquer país desenvolvido do mundo, e isto acontecia porque os EUA tinham as piores políticas.

Até 1993, limitamos a competição a apenas duas empresas. Dividimos as licenças em áreas geográficas incrivelmente pequenas, forçando empresas como a McCaw a devotar anos para o desenvolvimento de áreas úteis de cobertura regional. Não tínhamos regras de roaming que fossem razoáveis, e permitíamos que as companhias de telefonia com fio cobrassem taxas exorbitantes de interconexão. Recusávamos fazer chamadas a cobrar. Fizemos somente uma coisa certa, e foi quase que por acidente: não incorporamos o padrão GSM europeu.

Começando com nossos leilões em 1993, levamos nossas políticas para a direção oposta, e, ao fazer isto, encontramos o segredo do sucesso. Primeiro, vendemos licenças múltiplas, sendo que então, em muitos mercados menores, não há mais espectro do que se queira utilizar. E isto é bom! Significa que o valor inerente do espectro está convergindo para zero, e que as empresas estão criando valor através de seu próprio trabalho, e não simplesmente ao obter uma licença do governo.

Segundo, em nossos leilões simultâneos resolvemos o problema de definição do mercado ao permitir que os interessados configurem seus próprios planos regionais, e vendam parte ou todo o seu espectro no mercado privado. Queremos ver o espectro sendo vendido como a terra: com os intermediários e os mercados, e não os governos, decidindo quem compra o quê.

Terceiro, adotamos a política de fazer com que todas as interconexões deveriam ter o mesmo preço, e que deveria ser paga uma compensação recíproca do sistema sem fio para o com fio. Os tribunais atrapalharam ao interferir algumas vezes, mas ainda assim estamos progredindo.

Quarto, eliminamos toda a regulamentação de preços para o varejo da comunicação sem fio. O mercado, e não o governo, estabelece o preço. Quinto, pelo menos tomamos uma iniciativa com relação às chamadas a cobrar. O governo deveria avançar rapidamente para corrigir esta deficiência gritante em nossa política. Sexto, e mais importante, não escolhemos qualquer tecnologia. Deixamos que o mercado, nos leilões, decidisse se o país apoiaria o CDMA ou o TDMA, independente da geração. E, para nenhuma surpresa, as empresas estão competindo no terreno da tecnologia. Para nenhuma surpresa, novos aparelhos estão sendo lançados para ajudar a resolver problemas dos consumidores. E, para nenhuma surpresa, o CDMA está prevalecendo com ampla margem.

Estas políticas causam alguma confusão no mercado. A competição é sempre assim. Estas políticas limitam o papel do governo, e algumas pessoas que têm ligações com o governo não gostam disso. Estas políticas convidam à participação de não-americanos nos negócios de aparelhos e de serviços de comunicação sem fio, e isto provoca ansiedade em algumas pessoas.

Estas políticas trazem a garantia de assegurar um futuro brilhante para a comunicação sem fio nos Estados Unidos, desde que sejam mantidas. Neste momento, a comunicação sem fio responde por menos de 5% de todas as comunicações nos Estados Unidos. Em uma década, será responsável por mais de 50% de todo o tráfego de voz; e, ainda enquanto qualquer um de nós aqui estiver vivo, ela abocanhará um naco significativo do explosivo mercado de dados.

Enquanto nos mantivermos em nosso novo paradigma americano, pelo menos nos Estados Unidos a comunicação sem fio trará a Internet para o contato sempre presente e contínuo com todas as pessoas, em casa, no carro, andando pela rua, no escritório. Você pode não querer estar recebendo sempre as últimas notícias sobre o mercado de ações pela rede quando estiver passeando com o seu cachorro; mas poderá obtê-las, se quiser.

Você vai poder fugir da teleconferência de negócios compartilhada e participativa em multimídia, mas você não vai poder evitá-la com a desculpa de que está na praia. Tudo isto levará a ganhos continuados de produtividade e a um crescimento econômico fantástico.

E a glória desta revolução das comunicações a grandiosidade desta revolução industrial em particular é que ela não está confinada a um país ou a uma região. As outras revoluções industriais dependeram de recursos escassos como petróleo ou carvão. As outras revoluções industriais criaram continentes dominantes e continentes explorados.

Esta aqui pode ser diferente.

A revolução industrial das comunicações pode trazer crescimento econômico e benefícios sociais a todos os países, todos os povos, todos os continentes. Vidro, chips, e cérebros estão disponíveis, e estas são as únicas coisas necessárias para iniciar esta revolução com um salto em qualquer economia: com uma exceção. Políticas.

Os governos precisam tomar as decisões certas.

A tecnologia é sempre sobrepujada pela economia; e a economia pode ser sobrepujada pela política. Esta é a lição aprendida com o fim da União Soviética, que não deixou saudades, e é uma lição que causa arrepios. Quando os governos, isoladamente ou em grupo, pretendem selecionar tecnologias, eles quase sempre fazem a coisa errada. Isto não ocorre porque os governos são incapazes de planejar as coisas; mas porque, para os governos, os maus investimentos não são punidos, não se consegue mudar as orientações com facilidade, e a demanda dos consumidores não é a coisa mais importante.

Eu lhes prego isto: historicamente, o papel do governo na tecnologia tem muitas vezes sido o de impedir, atrasar, ou negar os benefícios das novas tecnologias. Deixe-nos colocar esta história no passado.

Ao invés disto, os governos deveriam debruçar-se sobre estas questões: Como podemos criar empregos? Como podemos aumentar as exportações? Como podemos resolver problemas políticos?

Estas não são questões que as empresas precisem resolver enquanto exploram os admiráveis mundos novos das aplicações da comunicação sem fio. Se quer diminuir a folha de pagamentos, não seja o maior empregador do país; seja flexível em seu planejamento, e não somente atinja as metas de rendimento estabelecidas pelo Tesoureiro do Estado; tenha lucro, e não apenas faça um gesto patriótico.

Não há nada de errado com as metas de muitos governos, a não ser o fato de que elas não têm nada a ver com as metas corretas para os negócios de comunicação sem fio.

Um governo melhor é aquele que reconhece que um mercado livre pode trazer benefícios para uma sociedade.

Veja o que já aconteceu:

Muitos governos se aliaram a companhias telefônicas nacionais para construir o futuro da comunicação em rede de dados em ISDN, e não na Internet. Isto foi, em todos os lugares, um fracasso multibilionário. Muitos governos se aliaram a empresas de teledifusão para projetar esquemas de TV de alta definição. Isto foi, em todos os lugares, um exercício inútil e caro.

Quando eu ingressei na FCC em 1993, todos estavam certos de que as companhias telefônicas iriam competir com as TVs a cabo através do vídeo chaveado (switched video). Por pura sorte não deixamos que o governo endossasse uma política dessas.

No Japão, o governo decidiu sair na frente do mundo lançando o Handy Phone. Foi uma guinada errada e cara.

Por outro lado, onde a Ásia confiou nos mercados livres, concedeu numerosas licenças de comunicação sem fio, e deu uma chance para o CDMA, houve benefícios para o país e para o mundo.

A Hutchison Telecom lançou o primeiro serviço comercial de CDMA do mundo em 1995.

A Coréia do Sul, que obrigou a utilização do CDMA por seus operadores digitais, tornou-se um dos dois mercados dominantes para a tecnologia, juntamente com os Estados Unidos.

Além disso, o serviço comercial cdmaOne está disponível na Índia, nas Filipinas, e na Tailândia, com instalações sendo efetuadas em Cingapura, Indonésia, China e Bangladesh.

E, por fim, o cdmaOne está sendo instalado agora pela primeira vez no Japão. No próximo mês, a DDI e a IDO iniciarão as operações dos sistemas cdmaOne com a projeção de uma cobertura completa do Japão com o cdmaOne em julho de 1999.

A batalha para a definição das comunicações sem fio de terceira geração coloca novamente governos contra governos e continentes contra continentes.

Não deveria ser assim.

A batalha da terceira geração deveria ser apenas de companhias contra companhias. Deveria ser determinada nos mercados, e não nas legislaturas e agências administrativas, e em órgãos internacionais não-elegíveis como a ITU.

Simplesmente não há qualquer necessidade premente para que os governos de qualquer país micro-gerenciem uma transição para a terceira geração. Ah, Europa, será que concorda comigo?

Oh, Japão, será que você se juntará a nós neste novo caminho?

A abordagem européia tradicional tem sido a de utilizar as comunicações para amarrar todas as nações juntas em um mercado comum. Esta meta merece ser perseguida. Mas, além disso, a Europa determinou a criação, com o GSM, de um padrão com alcance global, tendo empresas baseadas na Europa como seus principais exportadores. O único passo necessário para a construção de um negócio de comunicação sem fio pan-europeu seria o licenciamento de diversas operadoras de comunicação sem fio por toda a Europa. Nunca seria necessário para a Europa render-se ao que todos reconhecemos ser uma espécie de colonialismo tecnológico.

Um dos subprodutos previsíveis da padronização do GSM na Europa foi que a Europa inteira se encontrou atrás da curva da tecnologia enquanto o CDMA foi aperfeiçoado. É muito claro agora que o CDMA é o caminho preferível para o mundo da comunicação sem fio.

A Europa precisa apenas conceder mais licenças, permitir que os portadores de licenças vendam parte de seu espectro, e liberar todo o espectro para qualquer tipo de tecnologia. Estes passos por si sós permitiriam que a Europa fosse finalmente em direção ao CDMA. E, estes passos permitiriam que o wideband cdmaOne pudesse competir na Europa. Estes passos por si sós permitiriam que o wideband cdmaOne pudesse demonstrar que tem total respeito pelas instalações existentes, e que oferece a melhor solução para a demanda por largura de banda que varrerá o continente na primeira década do próximo século.

Como sabem muitos de vocês, a QUALCOMM desenvolveu, testou e publicou resultados de um sistema híbrido GSM/CDMA na Europa. Os resultados apontam para um caminho claro a seguir para que as nações avancem em direção a um padrão 3G cdmaOne harmonizado.

Com base nestes resultados, isto pareceria atraente a qualquer operadora do GSM em especial aquelas operadoras que procuram maior eficiência espectral devido ao crescimento dos mercados.

Tudo isto precisa ser comprovado no mercado. Para fazer com que esta competição de mercado funcione, no entanto, os governos europeus precisam garantir a todas as operadoras que os experimentos com esta nova tecnologia não prejudicarão suas chances de obtenção de uma nova parcela do espectro 3G.

Com o desemprego em grande escala e as dificuldades de se promover inovações e a mentalidade empreendedora, a Europa deveria ser o local certo onde governos bem-intencionados simplesmente abririam suas portas para as forças do mercado como a forma correta de selecionar tecnologias. A Europa deveria ser o local certo, dados os desafios e oportunidades que apresenta, onde os governos deveriam dizer que estão saindo do negócio de estabelecimento de padrões.

No entanto, os governos europeus, pressionados por algumas empresas poderosas, querem mais do que nunca fazer do estabelecimento de padrões para a comunicação sem fio seu negócio especial. No entanto, a orientação européia é novamente a de que os governos controlem a mudança tecnológica, limitem a competição no mercado, e coloquem o foco não nos consumidores ou na eficiência dos custos, mas nas vantagens de negócios a curto prazo.

Isto não é consistente com o espírito e o significado dos acordos de telecomunicações WTO; não é justo; e não trará benefícios a longo prazo para os negócios da Europa.

O Japão é outra fonte de preocupação. O mundo inteiro respeita os feitos estupendos do Japão na construção da segunda maior economia do mundo a partir das ruínas da Segunda Guerra Mundial. Com admiração o mundo agora pede ao Japão que faça algo que seja talvez até mais difícil do que reconstruir sua economia: esperamos uma mudança nos princípios e práticas daquela economia maravilhosamente produtiva.

Eu salientaria que este tipo de mudança é o que o mundo pregou aos Estados Unidos durante toda a década de 80. Nos disseram para exercitar a liderança mundial equilibrando nosso orçamento federal, baixando as taxas de juros, e abrindo nossos mercados. Nós escutamos, e conseguimos. Reconheço que mudar o curso de uma poderosa economia é uma tarefa politicamente difícil e de proporções gigantescas. Não se faz em um dia ou em uma reunião.

Reconheço que construir algo a partir do nada é um tipo de desafio; e que mudar algo que é fantasticamente complexo e auto-dependente é um desafio ainda maior. É com isto que o Japão se defronta agora.

O mundo espera que o Japão focalize-se neste desafio no sistema bancário, na distribuição do varejo, e nas políticas cambiais. Esperamos também que o Japão enfrente este desafio na indústria de comunicação sem fio. Não é necessário e nem aconselhável que o Japão veja a terceira geração como outra oportunidade de tomar a liderança mundial em uma nova tecnologia, de aumentar as exportações, e limitar as oportunidades para vendas em seu próprio mercado.

Não é necessário que o Japão siga adiante com pressa e com gastos maciços para atingir a melhor suposição de seu governo sobre qual seja a tecnologia mais correta e adequada.

Suponha que a Europa, o Japão, e todos os outros países simplesmente disponibilizassem o espectro, e deixassem que fosse transferido no mercado privado. Suponha que os países concedessem licenças múltiplas na faixa de 1,8 e 1,8 gigahertz, e então permitissem qualquer transferência privada em parte ou integral do espectro, sem restrições sobre a utilização de tecnologia, e sem requisitos sobre o tipo de serviço. Isto permitiria experimentar a extensão da tecnologia 2G.

As empresas que estiverem operando sob as pressões do mercado projetarão a transição para o 3G de forma que esta tenha boa relação custo-benefício, e seja completamente orientada para as necessidades do consumidor. Então, os serviços de terceira geração seriam naturalmente implantados conforme demandassem os mercados.

Esta é a melhor forma de se obter os benefícios dos mercados competitivos. Esta é a forma de se evitar os enormes enganos dos gastos de capital orquestrados pelo governo, que, em última análise, colocam em risco os sistemas bancários e as moedas.

Esta é a forma de abraçar o mundo em uma espinha dorsal de inteligência interligada sem fios.

Esta espinha dorsal será, em última instância, a Internet. Que evento maravilhoso na história humana: uma linguagem comum de comunicação que permite que várias línguas e muitas culturas prosperem no mundo novo do ciberespaço: um meio comum de comunicação que permite que muitas invenções e muitas aplicações prosperem no solo novo do ciberespaço: um caminho comum que ensina a todos os inventores, e mesmo a todos os governos, o poder da criatividade individual e os sábios limites da intervenção regulamentar.

Em menos de uma década podemos estar tendo a descoberta comum a bilhões de pessoas de que as indústrias de comunicação sem fio de hoje fornecem um caminho para a Internet de amanhã.

Este sonho não se tornará realidade tão rapidamente, tão lucrativamente, e tão universalmente, se os governos não agirem com sabedoria.

Este sonho é importante para todos nós, mas, mais importantes ainda são os bilhões de pessoas no planeta que ainda não podem gozar dos benefícios da revolução das comunicações.

Para todas estas pessoas, bem como para nós mesmos, vamos fazer este sonho tornar-se realidade


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